quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Um Diagrama Arbóreo mais complexo passo a passo

 Um Diagrama Arbóreo mais complexo passo a passo


Veja o diagrama abaixo




        
           Além dele estar em ordem inversa, o que não influencia nada na sua resolução, só lembrando que altera a ordem do SN e SV, ele possui uns elementos a mais: o MOD do tipo SP e do tipo SA. 
           Vamos ver o que cada qual. Perceba então a ordem inversa representada no diagrama. O predicado vem antes do Sujeito.





           No diagrama abaixo, vemos em tons quentes, epa, lembra das aulas de educação artística? Isso mesmo, cores vermelha, laranja e amarela, vemos o desdobramento de um Modificador do tipo Sintagma Preposicionado, pois existe uma preposição. Assim nele colocamos a baixo do SV de um lado o V e do outro MOD que sai uma haste mais curta que indica o SP. Diretamente do SP sai a Prep e um SN que dará o Det e o N, como no outro exemplo simplificado que postamos. 




           Já circulado em cores frias, azuis, temos um modificador que "interfere" no SN, então nesse caso ele não tem uma preposição que o reja. Ele é um modificador que dá uma característica, por isso ele é um Modificador Adjetivado. Sai então diretamente do SN que se desdobrará normalmente na outra parte com um Det e um N. Por sua vez o MOD vai dar em um SA que sairá uma haste para um adj.
          Lembro aqui que a preposição aparece em conjunto do artigo "a", então é necessário decompor para deixar os dois sozinhos, sendo assim na Oração os indicamos do jeito que são: uma Prep + Det. É necessário indicar da forma que está no exemplo. Toda junção de uma preposição com artigo ou pronome deve ser decomposta dessa forma.           As siglas são essas e não podem ser mudadas. Também a disposição das hastes tem que ser rígida e criteriosamente da forma do exemplo.

           Muitas coisas ainda são necessárias para termos completo o entendimento de um Diagrama Arbóreo. Porém de forma simples já pegamos o fio da meada.
           Lembro aqui que quando o verbo for um verbo de ligação, lembra o que é né?


Os verbos de ligação não indicam ação. Estes verbos fazem a ligação entre 2 termos: o sujeito e suas características.
Estas características são chamadas de predicativo do sujeito.
Ex. Maria é inteligente.
verbo ser não indica ação, ele está ligando o sujeito (Maria) ao predicativo (inteligente).
PREDICATIVO = é o termo  que modifica o sujeito. O predicativo nos informa alguma coisa a respeito do sujeito.
inteligente é uma qualidade, característica de Maria, logo é chamado de predicativo do sujeito.
Os principais verbos de ligação são:

SER= O carro é novo.

ESTAR= João está feliz.
PARECER= Joice parece cansada.
PERMANECER= A moça permanece aflita.
FICAR= Nicole ficou triste.
CONTINUAR= Diana continua feliz.
ANDAR= Cláudia anda nervosa.

in http://www.infoescola.com/portugues/verbos-de-ligacao/

           Por terem uma função diferenciada os Verbos de Ligação são indicados com a sigla "Cóp" de Cópula. Não perguntem o motivo de um uso tão indecente... Chomsky quis assim.... 



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Agora vamos juntar tudo: o Diagrama Arbóreo passo a passo

Agora vamos juntar tudo: 
o Diagrama Arbóreo passo a passo

          Vamos então agora analisar seguindo passo a passo a teoria aplicada a uma frase.

           Usaremos uma frase simples de início: Muitas crianças atrapalham os pais.

          No Diagrama Arbóreo ele seria representado assim:




           Perceba que tudo de inicia um O que é a Oração.

            Na maioria das vezes o Sintagma Nominal (SN) toma o lugar de Sujeito na Oração. O Sintagma Verbal (SV) é o Predicado, com o Verbo transitivo direto (VTD) e o objeto direto (OD).


           No diagrama abaixo você verá que seguindo as regras o SN e o SV saem do O.

          O SN é constituído de um Det e um N. Respectivamente um Sintagma Nominal é constituído de um determinante e de um núcleo do Sintagma nominal.




          Necessariamente o SV ou Sintagma Verbal sai da O = Oração. 

          As duas partes constituintes de O são SN e SV.

           Porém, ao contrário de SN que desemboca no N, o SV comporta o núcleo do Sintagma Verbal que é o verbo, e dele, dependendo a constituição da Oração pode surgir um SN que fará as vezes, ou melhor interpretará, o Objeto Direto. Assim de um SV sai um SN que novamente é constituído de um Det e um N como as cetas atestam na figura abaixo.



Basicamente um diagrama arbóreo se forma nessa sequência. Há variações, e complementações para se desenvolver em uma próxima postagem. 

Os sintagmas

Os sintagmas

Sintagma é um conjunto de elementos que constituem uma unidade significativa dentro da oração e que mantêm entre si relações de dependência e de ordem
Organizam-se em torno de um elemento fundamental -  o núcleo.

Podemos ter o Sintagma Nominal  (SN) e o Sintagma Verbal (SV) além de existir os Sintagmas Adjetivais (SA) e os Sintagmas Preposicionados (SP).

Fiquemos com os dois primeiros. Ainda seguindo a lógica do Jacka, o estripador: por partes.



Os Sintagmas Nominais (SN)

Podem ter como núcleo um nome (N) ou um pronome (Pro)  substantivo (pessoal, demonstrativo, indefinido, interrogativo, possessivo ou relativo) por si só o pronome pode constituir o sintagma.

No diagrama arbóreo temos uma estrutura onde tudo se liga a oração. 
Então o esquema O à SN + SV (SP) é transformado em diagrama. O SP fica entre parêntesis pois pode ou não aparecer. Não é um elemento essencial.

O Sintagma Nominal pode vir sozinho ou acompanhado de um determinante e seguido de um modificador, ou os dois ao mesmo tempo.
O determinante (Det) é representado por um artigo, numeral ou pronome adjetivo (ex, as, essas, minhas, duas) mas pode vir acontecer que o determinante seja complexo, até ele tem suas mazelas psicológicas então ele vem acompanhado de algo antes ou depois. Sendo (pré) ou (pós) respectivamente pré determinante ou pós determinante com um elemento base.
Existe uma regra para o determinante: Det à (pré) base (pós)
O Sintagma Verbal (SV)
É um dos elementos básicos da oração. Apresenta a configuração diversificada mas sempre constituída com um verbo (V) o SV só pode ser representado pelo seu núcleo. Mas  em si pode se atrelar outros Sintagmas Nominais (SN) ou ainda um Sintagma Preposicionado (SP) ou um Modificador (Mod).

O Sintagma Preposicinado (SP)

De maneira geral é constituído de uma preposição seguida de um SN.

O SP pode ser de dois tipos também. SPc – acompanha os verbos transitivos e o SPa-  que funcionam como adjuntos.

Está difícil ?

Só piora, não se preocupem.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

E apresentando: o Diagrama Arbóreo de Chomsky

Então, esse é um Diagrama Arbóreo de Chomsky:


http://morfossintaxe2012.blogspot.com.br/



Isto é o que iremos aprender a fazer entendendo cada passo. Abaixo há alguns links de vídeos que nos auxiliarão no entendimento desse método de analisar a Oração:








O mocinho montado num cavalo branco


Avram Noam Chomsky 




          Nessa postagem não vou perder muito tempo falando de quem é nosso mocinho montado num cavalo branco.
O que nos importa é que ele é, sim é, ele está “vivinho da Silva”, só o pó de tão velhinho, mas está vivo sim, uma pessoa que estuda a Língua, um linguista. Então ele fez um monte de pesquisa e umas das propostas dele é deixar de lado a Gramática Tradicional, estudada praticamente em 99,9999999999999% dos colégios. E passar a estudar a Gramática de uma nova forma. Ele é dito o pai da Gramática Gerativista. E dentro da Gramática Gerativista temos uma coisa que nos auxiliará e muito: o Diagrama arbóreo.


          Caso queira saber mais da vida de Chomsky pesquise na Wikipédia, que dá para ter uma boa noção da vida desse estudioso.


         Segue o link da Wikipédia para você ver o que nosso estudioso fez:


                                        http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky

Análise Sintática e Análise Morfológica

Análise Sintática e Análise Morfológica


           Lembra quando disse sobre as Classes Gramaticais?

         E o quanto uma palavra como o Adjetivo, por exemplo, pode ser confundindo com outra palavra de outra classe?

          Pois é, a coisa não para aí.

       O que ocorre é que se inventou formas de analisar as palavras de uma Oração:
- Análise Morfológica é uma delas, porém até que é mais fácil, dentre as dez classificações é só distribuir todas as palavras existente na nossa língua entre elas. Na dúvida consulte um dicionário que lá dá a resposta certa, do que é a palavra em seu sentido mais acertado. Mas isso pode ser um desbravamento. Pois “burro” é Substantivo, animal ou é Adjetivo, gente não muito inteligente? Enfim, aí vai ter que apelar ao contexto da Oração.
 -  Análise Sintática é a outra, que deixa o negócio uns dois mil níveis mais complexos. Pois essa análise que nos ajuda a descobri o sujeito da frase, se há complementos verbais, se o sujeito sofre ou recebe a ação, se há verbo irregular, ou verbo de ligação. Ou se ainda uma circunstância envolvendo o sujeito e vai longe. É o martírio de muitos alunos e estudantes da Língua Portuguesa.

           E mesmo estudando muito, não fica tão claro o motivo de uma coisa ser o que é dito que é!!!!!!!


            Então veio um mocinho montado num cavalo branco para nos salvar desse malvado vilão que é a Análise Sintática: Avram Noam Chomsky.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Oração ou Frase

Oração ou Frase






          Vimos as dez Classes Gramaticais, e vimos que se dividem em variáveis e invariáveis. E colocamos de uma forma para gerar um pouco de confusão, pois nossa proposta é mostrar que a Gramática, aquela que aprendemos, por vários motivos não explica mais tudo sobre nossa Língua.

          Para isso precisamos compreender o que é uma Oração. E não estou falando do que se faz para alguma divindade em algum templo.

          A oração que digo aqui é a frase, apesar que alguns teóricos afirmam ser coisas totalmente diferentes. Não quero entrar em questões acadêmicas, pois minha proposta  é ensino fundamental e médio. Geralmente uma oração é feita de palavras, evidentemente. Essas palavras são aquelas que existem nas Classes Gramaticais.

          Então se pegarmos um punhado de Adjetivos, uma pitada de Preposições, ¼ de Verbos, misturarmos bem, acrescentarmos 1 Substantivo e duas conjunções misturamos mais ainda, colocarmos para descansar por uma hora, enrolarmos  e picarmos  fininho e fervermos na água teremos uma Oração?
          Não mesmo “cara pálida”!!!!!!

          A oração carece de uma ordem em que os falantes do local em existe determinada Linguagem possam entender, é uma ordem estabelecida pelo tempo, pela cultura, pela história do grupo que fala.

          Não adianta jogar as palavras para cima, e ver o que dá quando estiverem no chão. Há uma ordem. Há um jeito que todos aceitam e entendem a Oração.

          Então se falo ou escrevo: “Gumercindo piora a cada dia seu cantar” qualquer um entende, pode estranhar o nome “Gumercindo” mas entenderá o que se quer expressar. 


http://blogdaprofealbertina.blogspot.com.br/2011/08/as-classes-gramaticais.html

          Agora se falo ou escrevo: “Piora dia cantar a Gumercindo cada seu” ninguém entenderá. No caso do Português, nossa Língua Mãe, não pode haver uma mistura tão drástica. Não há entendimento. 
                Basicamente precisamos de uma estrutura do tipo Sujeito+Verbo+Complemento(s) do verbo+Adjunto Adverbial(opcional). Podendo haver uma ordem alterada, que não compromete o entendimento. Lógico que há Orações sem sujeito, há Orações sem verbo, há Orações sem predicado, tem umas que têm mais de um Sujeito, outras com um Predicado quilométrico, períodos compostos... Nossa Língua Portuguesa comporta muitas possibilidades. Porém a bagunça, "aleatória", não é aceita.


           Então trabalharemos com Orações relativamente ordenadas para uma análise.